As câmeras de monitoramento ou câmeras de vigilância são dispositivos comuns em sistemas de controle do trânsito ou de segurança eletrônica. Elas são câmeras de vídeo que capturam as imagens e as transmitem via circuito fechado de televisão para uma central de monitoramento, onde as imagens são replicadas em tempo real nas telas dos monitores, sob acompanhamento de funcionários que permanecem nessas centrais. O sistema de câmeras pode ser analógico ou digital, e sua forma de funcionamento, em ambos os casos, varia bastante. Focalizando o monitoramento em sistemas de segurança, pode-se dizer que, de forma geral, as câmeras analógicas são fixas em um ponto considerado estratégico pela equipe de segurança, por exemplo, entradas de edifícios, de shoppings centers ou de parques públicos, como é o caso aqui estudado. No sistema analógico as imagens capturadas são transmitidas e gravadas em fitas de vídeo, material que é reabastecido pelos funcionários, os quais, na maioria das vezes, são os próprios vigilantes, que também acionam a polícia em casos de delitos. Esse é o sistema utilizado, por exemplo, no Parque da Luz em SP, apesar de ser considerado obsoleto pelo mercado de segurança eletrônica. Nas feiras e exposições de segurança eletrônica, o sistema analógico praticamente inexiste e os produtos mais vendidos são variações do sistema digital. Nesse segundo caso, a interferência humana pode ser menor, pois a transmissão das imagens, as gravações e o controle de sensores de alarmes são funções integradas por um software, monitoradas e controladas por computador. Isso permite, por exemplo, o controle de diversos locais ao mesmo tempo, cada um em diversos ângulos, pois mesmo que também sejam fixadas em pontos considerados estratégicos, em muitos casos, as câmeras são rotativas, podendo girar até 360 graus. Em ambos os casos, o alcance das câmeras nesse sistema varia bastante, sendo o mais comum a distância de duzentos e cinqüenta metros, mas podem chegar a até três quilômetros. A armazenagem e transmissão das imagens também são diferentes nos dois casos. No caso do sistema analógico, as lentes das câmeras de vídeo projetam a imagem sobre um chip sensor (CCD), e a convertem em impulsos elétricos gerando assim o sinal de vídeo. Quanto maior a intensidade de luz em determinado ponto do chip, maior a voltagem produzida, ou seja, existe uma analogia direta entre o brilho da imagem e a voltagem que se produz por isso o sinal é dito analógico. Os suportes para armazenagem nesse sistema são, em geral, as fitas de vídeo caseiro VHS ou utilizadas para televisão, as super VHS, ambas têm espaço mais limitado quando comparadas ao suporte digital. No sistema analógico, as imagens estão suscetíveis às variações de voltagem, que são gravadas diretamente na fita e sofrem interferências ou perdas, tanto na transmissão, como na gravação e em possíveis cópias de fitas. No sinal digital a analogia também existe, porém não é direta. Depois de projetadas sobre o chip sensor, as imagens são convertidas em sinais elétricos, mas o sinal gerado é dividido em trechos com mesmo tamanho e para cada trecho é calculada a média da intensidade da voltagem. Em seguida, o número obtido é codificado no formato de número binário (sistema de numeração que só possui dois algarismos - zero e o um). Em suma, a imagem é transformada em pura informação composta de zeros e uns. Os suportes possíveis são muitos, por exemplo, computadores, CDs, ou fitas do tipo DV, dentre outros; e as imagens podem ser transmitidas via Internet. A possibilidade de armazenagem é muito superior quando comparada ao sistema analógico, e abre a possibilidade de interação desse sistema com outros, como o de bancos de imagens contendo, dentre outras possibilidades, fotografias de pessoas procuradas pela polícia e sistemas biométricos de reconhecimento facial. Alguns sistemas de câmeras de monitoramento também podem gravar com boa definição em ambientes escuros (visão noturna), detectar movimentos e serem operados por controle remoto. Apesar dessa definição estrita de dois formatos (analógico e digital), é necessário ressaltar que é possível encontrar vários tipos de combinação entre os dois, entre outras a imagem analógica pode ser transformada em digital após sua captação, interagindo com bancos de dados informatizados. Os empresários do setor de segurança entrevistados afirmam que existem muitas câmeras analógicas instaladas no Brasil, em conexão com esses sistemas digitais. Ressaltam, no entanto que “as digitais estão tomando um espaço muito grande no mercado hoje”. Vale destacar dessas entrevistas que a opção por câmeras digitais ou analógicas ou a forma de interação com bancos de dados é apontada pelos empresários como uma decisão técnica, que não deve ser feita por um leigo. De forma geral, eles aconselham a contratação de consultores de segurança que farão “o melhor projeto de acordo com as necessidades do cliente”. Como as câmeras são apresentadas assim, essa opção de compra de segurança nesses projetos não vem desacompanhada. Em outras palavras, é raro, segundo os empresários, que sejam colocadas apenas câmeras para segurança, pois eles argumentam que elas fazem parte de um conjunto que inclui os próprios vigilantes, outros equipamentos como alarmes, sistema de acesso biométrico e cercas elétricas, dentre outros.

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